Amor virtual ou amor século 21

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AMOR VIRTUAL

AMOR VIRTUAL OU AMOR SÉCULO 21

Já falei algumas vezes aqui no blog sobre o amor virtual, mas agora volto para falar de novos aspectos que com a proliferação entre nós do uso dos smartphones, ipads, 3G, 4G, etc. se potencializaram.

A internet está muito mais acessível hoje que quando comentei sobre o amor virtual nos textos Namoro à distância (4/abril/2011), Senza Fine (Sem fim) – 24/junho/2009 e fica mais evidente o impacto que ela (internet) vem causando em nossas vidas pessoais.

Nos Estados Unidos, país das estatísticas para tudo, 80% das divergências afetivas hoje são originárias do mundo cibernético. As separações são decorrentes de interações iniciadas no mundo virtual com a constante troca de mensagens pelo e-mail, Whatsapp, SMS, Facebook, Skype, e etc.

O mesmo ocorre nos países da Europa onde mais de 50% dos divórcios na França também tem origem nas redes sociais.

Só essas duas referencias já seriam suficientes para que parássemos e fizéssemos a seguinte pergunta:

- O que torna o mundo virtual o local próprio para esse tipo de ocorrência?

- Será que estamos menos pacientes para administrar as diferenças que os romances da vida real tanto nos exigem?

- Estamos mais tímidos ou introvertidos e atrás de uma tela resolvemos essas nossas dificuldades?

Não me parece assim tão simples. O mundo virtual afasta as também aproxima.

Na vida real todo contato social acontece por conta de um interesse nosso. Quando olhamos a pessoa nosso cérebro processa em tempo real, dados que conseguimos perceber como peso, altura, idade, saúde, que combina com informações mais sutis como voz, sensibilidade, humor, inteligência, gostos, gestos, postura corporal, etc.

Aprendemos a processar tudo isso ainda criança e do cruzamento dessas informações concretas e sensoriais rapidamente chegamos a um resultado se gostamos ou não gostamos da outra pessoa.

Claro que com isso ficamos com muitos preconceitos enraizados e cometemos muitas falsas escolhas.

Gosto de citar duas para explicar melhor: se quando a garotinha tinha um tio “chato” que cada vez que a encontrava a pegava pela bochecha para dizer que ela estava se tornando uma mocinha e esse tio usava bigode, ela pode simplesmente afastar de si todos os homens de bigode, apenas por decorrência da lembrança desse tio.

Se por outro lado tinha um pai que era inteligente, culto, e que a tratava bem, mas que usava barba vai sempre achar que todos que a usam são iguais, mesmo sendo o maior bandido da terra (ele só precisa de uma chance, ela vai falar).

Essas avaliações instantâneas eram muito importantes antigamente, pois sem muitas informações mais aprofundadas que levavam muito tempo para ser conseguido, um olhar “olho no olho” eram utilizados para saber se podíamos ou não confiar na outra pessoa.

Até hoje na vida real seguimos as mesmas regras. Quando conhecemos alguém, avaliamos visualmente (a primeira impressão é a que fica – lembram-se disso?), sentimos o que sua voz nos passa de informação e vamos construindo o perfil que achamos ou não interessante para nós.

No mundo virtual temos um problema, por mais que respondamos os “kits” de informações de todo inicio de conversa virtual (foto, de onde, idade, como você é, do que gosta, etc.) ficamos privados das pistas intuitivas e sensoriais, pois não estando na presença do outro ficam muitos espaços vazios, não preenchidos no nosso roteiro de avaliação e que muito nos ajudaria para termos uma avaliação melhor.

Na falta dessas pistas intuitivas e sensoriais sem que percebamos começamos a idealizar tentando preencher a figura inacabada com nossos desejos pessoais de afeto e carinho, por nossos sonhos, carências, expectativas e toda capacidade de fantasiar e idealizar o parceiro ideal.

Assim e por conta disso os amores virtuais acabam representando nossas vontades afetivas não experimentadas e acabam sendo muito sedutoras e arrebatadoras nos cegando de toda nossa racionalidade.

Numa relação estável todas boas memórias pouco interferem em nós, mas em relações incompletas, decepcionantes, falidas e frustrantes que vivenciamos todos os fatos ganham uma desproporcional força.

Enfim desde crianças somos condicionados por historias de finais felizes, onde o bem sempre prevalece sobre o mal que o brasileiro não desiste nunca, exercendo uma enorme influência na nossa formação psicológica. Acabamos sempre achando que tudo pode mudar, que somos capazes de conseguir o que queremos e insistimos mesmo tendo consciência que estamos errados.

Por tudo isso, a internet consegue abrir nossa caixa de pandora emocional e nos fazer viajar pelo mundo da fantasia de uma maneira envolvente.

Toda pessoa racional sabe que nem todas as fantasias serão vividas no mundo real, pois são apenas e nada mais do que criações da nossa mente influenciada pelos estímulos recebidos desde nossa infância, mas para aqueles que não entendem assim, a vida virtual se torna o espaço ideal para que os amores do século 21 possam ser vivenciados sem receios e preconceitos de maneira profunda, em muitos casos, experiências não vividas.

Paraplégico chuta bola com exoesqueleto de Nicolelis

 

fifa 2014

 

São Paulo –  12 de junho de 2014

Como deixar de falar do começo da Copa Mundial no Brasil que começou hoje, agora pouco?

 

A festa de abertura com mais de 600 jovens mostrando nossa variedade de danças e musicas, o Hino Nacional cantado em capela por todo estádio, 0 x 1 e depois 1 x 1, 2 x 1  e 3 x 1 foram emocionantes.

Mas fantástico mesmo foi um fato pouco mostrado e comentado: o jovem brasileiro, ex atleta que sofreu um acidente automobilístico e que ficou paraplégico dando um chute inicial na bola durante as danças com um exoesqueleto comandado com a mente.

Exoesqueleto de Nicoletis

Exoesqueleto de Nicolelis na abertura da Copa do Mundo no Brasil

Leia essa notícia que saiu na UOL:

Paraplégico chuta bola com exoesqueleto de Nicolelis, mas quase ninguém viu

Do UOL, em São Paulo – 12/06/201415h37 > Atualizada 12/06/201418h00

O brasileiro paraplégico Juliano Pinto, de 29 anos, chutou a Brazuca na abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo, nesta quinta-feira (12). Mas quase ninguém viu. A transmissão ao vivo estava na festa e, de repente, mostrou o chute, com a bola já em movimento, e o homem em pé com braço erguido. Um segundo, e a câmera voltou para a festa.

O momento esperado da ciência demonstra o exoesqueleto – uma estrutura metálica que dá sustentação ao corpo e reage a comandos do cérebro, como andar e chutar – criado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O estudo iniciado em 2001 tem sua primeira exibição pública.

Ainda serão publicados os estudos científicos que embasam e explicam a tecnologia usada para fazer com que uma pessoa que não consegue movimentar os membros por uma ruptura na medula possa, com impulsos do cérebro, comandar uma estrutura robótica.

Na internet, muitas pessoas reclamaram da pouca exibição, que não mostrou o paciente levantar da cadeira de rodas, andar e chutar a bola, como havia sido intensamente prometido. A TV Globo tentou, depois, se redimir ao reprisar e narrar o chute, mas como não havia mais imagens gravadas, não conseguiu mostrar o paciente andando e chutando a bola. No pouco mais de 1 segundo, só é possível ver um pequeno movimento e a bola já em movimento.

Nicolelis não comentou as críticas à má exibição de sua pesquisa e apenas comemorou na rede social: “Nós conseguimos”, disse em inglês. Em comunicado, ele disse: “Foi um grande trabalho de equipe e destaco, especialmente, os oito pacientes, que se dedicaram intensamente para este dia. Coube a Juliano usar o exoesqueleto, mas o chute foi de todos. Foi um grande gol dessas pessoas e da nossa ciência”.

 

1998 – 2014 nada mudou na Copa do Mundo

taca da copaEstamos a 11 dias da abertura da Copa do Mundo no Brasil. Muitas dúvidas ainda pairam no ar se vai ou não dar tudo certo.

Desde que tive a oportunidade de ver em 1998 toda a Copa do Mundo na França, entendi que esse é um grande evento promocional e extremamente comercial.

Aquela Copa tinha que ser da França que curiosamente vivia um momento politico social muito semelhante ao que vivemos hoje.

Para começar os brasileiros que como eu foram para o jogo de abertura tiveram que descer em Lisboa – Portugal, pois os aeroviários franceses estavam em greve no Aeroporto Internacional de Paris – Charles de Gaulle.

A Disneyland Paris também estava em greve. As passeatas aconteciam todos os dias e só fomos ver os franceses torcerem na última semana para a seleção francesa. Artistas, politicos, personalidades vieram a TV pedindo o apoio de todos para o último jogo.

Fomos receber a entrada para o jogo por volta da 12, todos preocupados em não receber, e ao chegarmos o estádio os 10.000 brasileiros foram espalhados pelo estadio lotado de franceses que receberam na entrada uma especie de abada algumas azuis e outras vermelhas e tingiram o estádio com as cores da França.

Que coisa estranha quando não vimos os jogadores se aquecerem em campo e o alto falante do estádio anunciar o Edmundo no lugar do Ronaldo e ninguém entendeu depois quem entrou foi o Ronaldo. É bom lembrar que na época não tínhamos os celulares e as comunicações eram precárias.

Para mim essa história ainda vai ser recontada.

No final, campeonato perdido, fomos todos para os onibus para retornar aos hoteis e o que encontramos? Paris todo nas ruas comemorando e nos agredindo, atirando garrafas e latinhas nos onibus e quando parávamos no transito balançavam como que querendo virar. Nada só não aconteceu porque além de tirarmos todas bandeiras e indicações do Brasil, o motorista do onibus saiu da rota predeterminada e nos levou de volta ao hotel salvos.

Essa história toda me veio a mente hoje quando fui ler a Veja São Paulo e encontrei a deliciosa crônica de Matthew Shirts (esse americano/brasileiro) falando disso tudo.

Abaixo coloco a crônica para vocês se deliciarem.

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Croata não usa saia

Crônica – 30.mai.2014 por Matthew Shirts – Veja São Paulo

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Cheguei a Paris pela primeira — e única — vez na vida poucas horas antes do pontapé inicial da Copa de 1998, em companhia do escritor Mario Prata. Tivemos o tempo necessário para subir ao quarto, escovar os dentes e tomar uma ducha.

Essa última ação acabou demorando um pouco mais do que se esperava. Eu não conhecia a tecnologia hidráulica dos franceses. Liguei o chuveiro com pressa. A água saiu gelada de uma mangueira improvável pendurada a meu lado.

Gritei e pulei ao mesmo tempo, enrolando-me na cortina sem querer, de uma forma pouco corajosa. Esguichou água gelada pelo banheiro todo. Busquei refúgio num canto fora do alcance do líquido. Molhou até mesmo o carpete do quarto antes de eu me entender com a geringonça. “Vai ver é por isso que francês não toma banho”, pensei, preconceituoso, enquanto vestia rapidamente a camiseta da seleção e pegava a bandeira do Brasil em preparação para a partida de estreia na competição, contra a Escócia.

Fomos de ônibus do hotel até o bairro de Saint-Denis, na periferia da cidade, onde fica o estádio, Le Stade de France, mas tivemos de parar longe, não me lembro mais por quê. Estava eu ali a trabalho, para escrever sobre a Copa do Mundo, minha segunda, junto do amigo Mario Prata. Atravessamos a pé Saint-Denis, que mais parecia um bairro de país pobre do que a Paris da minha imaginação.

Encontramos pelo caminho dezenas de escoceses em graus variados de embriaguez. Dizia-se que estavam na Cidade Luz fazia uma semana. A combinação de densos pelos corporais masculinos com saias quadriculadas tornava fácil a identificação de sua nacionalidade.

Um dos mais avantajados parou na calçada, sem aviso, em nossa frente e se dobrou para levantar a saia. Não sei bem o que eu esperava, mas levei um susto, o segundodo dia, diga-se, ao me ver diante do derrière do gringo. Ele não usava cueca nem nada, nadinha. Vim a saber depois que o “verdadeiro escocês” nunca usa nada debaixo da saia. Vivendo e aprendendo. Não era bonita a vista. Paramos eu e o Prata, os olhos esbugalhados, a tempo de evitar uma colisão. O escocês ainda virou a cara para trás e gritou para nós dois: “O Ronaldo já viu isto?”.

Esse momento está encravado na minha memória. Ficará comigo para sempre. Sei que a crônica, como gênero, dá margem a dúvidas, mas eu não iria inventar uma coisa dessas. Juro.

O encontro me veio à cabeça na semana passada em uma de minhas visitas de inspeção à Arena Corinthians, no bairro de Itaquera. Fui de metrô até o estádio pela quarta vez. Está lindo. Nada deve ao estádio da França. Mais uma vez o Brasil vai abrir uma Copa do Mundo contra um pequeno país europeu. O estádio é novo e fica fora do centro da cidade. Só de pensar fico com frio na barriga. Naquela ocasião, em 1998, o Brasil ganhou o jogo de abertura e perdeu a final. Vamos torcer para um resultado melhor desta vez. Croata, ao menos, não usa saia.

Crise dos 40? Hora de Mudar

Crise dos 40? Hora de Mudar.

Crise dos 40

Crise dos 40

Está bem, vocês venceram. Depois de comentar muito sobre a crise dos 30 vou falar agora das outras crises pelas quais passamos nessa nossa vida.

Entrar para a idade dos entas (quarenta, cinquenta, sessenta…) numa cultura que glorifica a juventude é muito difícil. Já foi bem pior, mas com o envelhecimento da população isso vem mudando, mas contínua difícil.

Em algumas culturas as pessoas mais velhas são valorizadas pela sua contribuição à sociedade, pela sua experiência e sabedoria advinda dos anos vividos.

Na nossa cultura quando chegamos aos 40 anos estamos no alto da montanha russa da nossa vida (veja neste blog o texto: Altos e Baixos, a vida é como uma “montanha russa” ) e nos bate a sensação que agora só nos resta aguentar a descida.

Num contexto em que os vencedores só podem ser jovens e belos ter mais de 40 anos nos parece o fim. Ter dinheiro nessa altura da vida ajuda, mas mesmo aqueles (as) que são bem sucedidos (as) sofrem por terem atingindo os 40.

Sem dúvida essa fase é mais cruel com a mulher do que com o homem, pois ela envelhece mais rapidamente tendo que enfrentar uma serie de perdas físicas e emocionais.

Crise dos 40

Crise dos 40

Muitas mulheres nessa idade vêm seus filhos terem vidas próprias, seu relacionamento (casamento) acabando, uma vez que seus parceiros nessa idade, ao se darem conta que estão envelhecendo, tendem se unir a mulheres com menos idade, trocando uma de 40 por duas de 20 pensando bobamente que com isso se livram da velhice. Ledo engano, pois é com essa idade que ele despe a capa de super herói e percebe que não é imortal.

Mas as mulheres, mesmo quando o relacionamento (casamento) não acaba, tem que enfrentar os filhos voando sozinhos (não precisam mais dos cuidados maternais) ficando a sensação do vazio e ela começa a perder a fertilidade (climatério) o que para muitos ela está perdendo a feminilidade e a capacidade ao prazer sexual. Ledo engano, agora mais que nunca ela está pronta e acabada para ter o prazer sexual como ela sempre desejou.

Com a constatação que já viveram metade das nossas vidas homens e mulheres tentando não se sentirem velhos saem correndo contra o tempo fazendo plásticas, lipoaspirações, implantes de cabelo, “malhação”, dietas… mas, continuam vazios por dentro…

Não há nada em tentar manter a saúde, a beleza, mas só isto não basta. Esta e a idade de passar nossos valores a limpo, levantarmos nossos desejos mais íntimos, revendo alguns e planejando o que vamos viver daqui para frente.

Se na crise dos 30 estavamos entrando na maturidade agora é o momento da redefinição de nossa identidade. Aos 30 buscamos a carreira, o casamento, filhos, etc. enfim tudo que a sociedade nos exigiam, agora aos 40 é a hora de buscarmos nosso EU, aquilo que realmente somos e queremos.

Não adianta mais seguir valores que não nos preenchem mais. Não pode o medo de sermos excluídos pela pelas nos paralizar, para quem pensa como a maioria que envelhecer significa estar mais perto da morte uma dica:

A VIDA COMEÇA AOS 40 ANOS.

Como assim?  Assim, todas as dúvidas e questionamentos que nos atormenta nessa fase da vida temos que parar, acalmar, olharmos para dentro de nós e honestamente jogarmos fora aqueles valores que não mais atendem aos nossos desejos e substituí-los por outros que nos são verdadeiramente úteis.

É novamente HORA DE MUDAR, evoluir, subir mais um degrau na escada da vida.

É nessa fase que precisamos ter mais flexibilidade (veja texto neste blog: “Bambu Chinês”) para ganharmos mais estabilidade emocional, pois as grandes transformações estão dentro de nós e não fora.

Se na juventude escolhemos uma carreira profissional que tem tudo a ver com que gostamos de fazer, tivemos as oportunidade de encontrar o parceiro certo para um relacionamento, se estamos numa religião por escolha própria e não porque nossos pais seguiam, etc. não teremos muitos problemas na idade dos 40 em diante.

Se não, é a Hora de Mudar, de fazer novas opções. É nessa fase que isso vai acontecer quer estejamos conscientes ou não do que estamos fazendo.

É uma fase difícil porque poderemos chegar a algumas conclusões muitas delas não muito agradáveis para nós e podemos nos deprimir, descobrimos que vamos ter que abrir mão do que pensávamos ser e recriar uma vida nova.

Ao irmos de encontro ao verdadeiro EU precisaremos nos transformar e renascer jogando fora nossa identidade provisória definida na adolescência e juventude.

Aos 40 crescemos e vamos buscar a liberdade. Agora faremos o que queremos e não o que “eles” lhe disseram. Ficamos livres para ter nossas próprias regras e começar tudo de novo.

Para ultrapassar a crise dos 40 não tem regras, mas é preciso antes de tudo manter o equilíbrio e a calma.

Os especialistas sugerem que façamos qualquer tipo de exercício regularmente (faz bem a mente), ore que tranquiliza e conforta, passe a meditar pelo menos alguns minutos do seu dia, participe de grupos e associações de assuntos de seu interesse, arrume novas amizades e curta as velhas, arrume um passatempo que te traga paz e estabilidade, não leve tudo a ferro e fogo (só vira peso quando esquecemos de usar nossas capacidades), se sentir mal e deprimido, procure ajuda especializada, faça uma psicoterapia, você só tem a ganhar fazendo isto.

Mais importante de tudo é crie, invente, se liberte.

Agora é VENCER ou VENCER.

 

TPM te incomoda? HORA DE MUDAR, tudo nessa vida tem Solução

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Todo relacionamento entre duas pessoas passa por alguns momentos difíceis e complicados, conflitos gerados pela falta de compatibilidade.

As mulheres dizem não entender os homens assim como a maioria dos homens diz não entender as mulheres.

Homens são mais complexos, mais diretos e decididos, já as mulheres são de lua, principalmente em alguns períodos da vida, como por exemplo, a TPM.

Para os homens a TPM é um enigma, não entendem, se sentem ameaçados e alguns acabam até se afastando de suas parceiras durante estes dias, mas será esta a melhor opção?

Claro que não.

Como fui intimado a fazer um texto do que os homens entendiam sobre TPM, fui pesquisar e achei algo que pode mudar sua vida. Nunca tinha ouvido falar sobre essa solução e resolvi partilhar com todos e todas que me leem,

De nada adiantaria:

Eu falar para os homens que nesses períodos devem manter a calma, pois duas pessoas irritadas a coisa, com certeza, não vai acabar bem. Nada de discussões, se for algo mais sério espere passar esse período.

TPM 2Escrever que o homem deve ser carinhoso durante a TPM, pois nesse período as mulheres estão carentes e sensíveis ou que dê chocolate a ela, pois isso aumenta a serotonina dela criando uma sensação de prazer e nada de falar nessa hora da dieta ou “depois você não sabe o porquê engorda”!’. Lembrem-se ela está sensível e com o corpo dolorido então qualquer carícia tem que ser bem leve, ter cuidado onde encostar.

Falar que durante esse período é importante saber ouvir, pois ela sente necessidade de desabafar, chorar, reclamar da vida, mas não fale nada, não julgue, não tente dar conselho, apenas escute e concorde e ofereça sua atenção e o seu carinho. Nada de críticas, pois nesse período elas doem muito mais, mesmo qualquer coisinha atoa. Não tem nada melhor para as mulheres que receber elogios durante a TPM, mas nesses dias não tem nada melhor.

Recomendar que evite filmes dramáticos, procure comédias pois a sensibilidade da mulher está em alta e assistir algo dramático pode causar grandes danos como crises de choro e depressão profunda.

Afinal a TPM é um período um pouco tenso tanto pra mulher quanto para as pessoas que convivem com ela, o importante é saber respeitar essa fase e entender que é uma coisa da natureza feminina.

Eu já havia escrito o texto até aqui quando pesquisando mais sobre o tema me deparei com uma novidade que muda tudo.

A solução ou pelo menos boa parte dela está na mão das mulheres, é HORA DE MUDAR, leiam o texto abaixo que por si só explica tudo.

Boa leitura e mandem comentários do que acharam, afinal não vou poder fazer o teste

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CUIDADO: ESSE TEXTO É SOBRE MENSTRUAÇÃO

Marcela Chartier – Jornalista especializada em literatura, mãe, co-fundadora da Casa de Lua.

Tinha 13 anos quando fiquei menstruada pela primeira vez. Demorei uns dois dias para entender o que era, já que descia pouquinho sangue, que era de um vermelho mais amarronzado. Quando mostrei para minha mãe, ela me deu aqueles “parabéns, você virou mocinha” e um absorvente – eu, secretamente, já tinha usado uma vez, para ver como era, e tinha achado estranhíssimo.

Na segunda vez, foi diferente: eu estava de férias e íamos para a chácara onde mora minha avó, no interior. Família toda, casa cheia, e aquele calor de dezembro. Todo mundo na piscina. E eu, já achando péssima aquela história de ficar menstruada, em parte por conta das emoções à flor da pele que, não sabia ainda, se relacionava também com o fluxo de hormônios que corria pelo meu corpo ainda meio de criança.

Pedi para a minha mãe jurar de pé junto que não ia contar para ninguém que eu estava menstruada. Tinha vergonha, não queria ouvir aquele monte de “parabéns” que, para mim, não faziam o menor sentido, ainda mais de tios e primos. Além disso, eu queria era ficar quieta em algum cantinho, recolhida, silenciosa, até entender melhor o que aquilo significava.

Claro que não demorou muito para toda a família saber. Tanto por ter sido difícil explicar que eu não queria estar na piscina naquele calor (eu sempre fui a primeira a pular, mesmo com frio, e a ficar com os dedos enrugados de tanto tempo debaixo d’água), quanto por eu ter manchado o sofá da minha avó mesmo me sentando de lado e levantando o tempo todo para checar, no banheiro, se estava tudo bem. Era muito sangue, tanto que eu usava dois absorventes juntos e vazava. Manchei várias roupas nesse mesmo dia. E quando percebi que minha mãe havia confirmado com a minha avó o que tinha acontecido, me tranquei num quarto e chorei, chorei, chorei.

A cada mês, ia me conformando, sem saída. E apesar de não notar a tal TPM, ficava mais sensível e irritadiça no primeiro e segundo dias de fluxo, sempre. O período menstrual era equivalente há dias chatos, de cuidar para a cor da roupa, o jeito de dormir, de sentar, o hábito de carregar sempre na bolsa alguns absorventes. Eram dias sujos, também, de sentir um cheiro ruim toda vez em que eu olhava para o absorvente cheio de sangue. Dias em que eu não podia ser livre, apesar de as propagandas de absorvente usar tanto o conceito de liberdade. Dias em que eu precisava controlar minhas variações de humor para não atrapalhar as pessoas à minha volta e não comprometer minha produção (antes provas e trabalhos escolares, depois trabalhos profissionais).

coletor menstrualQuando fiquei grávida, vários anos depois comemorei o fato de que não ficaria menstruada por um tempo. E foi nesse período que, em uma lista de discussão online de gestantes, ouvi falar do coletor menstrual pela primeira vez. Achei muito interessante, mas não queria nem pensar a respeito ainda – e no adiamento, havia também um pouco de resistência à ideia de ter um copinho de silicone dentro de mim recolhendo meu sangue.

Mas minha gestação foi vivida muito intensamente. Minha conexão com meu corpo nunca havia sido tão harmoniosa e segura, mesmo com algumas dores e limitações, especialmente no final. Entender cada fase do trabalho de parto e a forma como as engrenagens do nosso corpo funcionam foi essencial para o meu processo, do qual saí me sentindo pronta para muitas coisas, inclusive testar o coletor. Àquela altura, ele já me parecia uma ideia maravilhosa, não apenas por evitar a produção de um resíduo que demora até 500 anos para desaparecer do meio ambiente, mas porque assim que voltei a menstruar depois que meu filho nasceu, passei a ter alergia a absorventes externos.

Mesmo assim, demorei ainda alguns meses para comprar, o que só fiz quando me vi dentro de um coletivo de mulheres, a Casa de Lua, em que várias já usavam e outras queriam testar. Cada uma que adquiria o copinho contava online, sua experiência, apontando as diferenças entre as marcas encontradas. Intimidade compartilhada, generosidade e reconhecimento de muito de cada uma de nós em outras: coisas que um grupo de mulheres pode proporcionar. Elas iam contando como foi colocar o que acharam difícil, como se adaptaram a ele. Não li nenhum depoimento contrário – eles só vêm de quem ainda não tentou ou não teve com quem conversar sobre isso para entender melhor como funciona. E quando comprei o meu, fiz o coro com aquelas mulheres: era maravilhoso e libertador de uma forma que eu nunca imaginei que poderia ser. Fiquei tão empolgada que passei a revender o produto para minhas parceiras do coletivo no dia 8 de março, logo que encontrei a InCiclo (neste link tem um vídeo explicativo bem legal).

Eu consegui me adaptar a ele no primeiro dia. No segundo, usei uma saia branca e trabalhei de pé o dia todo, dançando, cuidando da cozinha de uma festa de carnaval. Foram cerca de dez horas sem nenhum acidente ou desconforto (a recomendação é a de esvaziar a cada 12 horas). Mas o mais incrível foi parar de me sentir suja. E, a cada vez que tirava o coletor para esvaziá-lo, me pegar sorrindo ao olhar para o meu sangue concentrado ali. Sem cheiro nenhum, sem nojo, quase orgulhosa. O poder que essa mudança de hábito teve sobre mim foi, essencialmente, o de transformar uma experiência que por anos vivi negando e limpando. Como se eu não pudesse ser mulher sem precisar desses dois verbos. Como se eles fossem inerentes à nossa condição feminina, a não ser que tomemos remédios para impedir a menstruação e, assim, possamos viver “livres” (de novo, o conceito de liberdade em um lugar estranho).

Entre os benefícios práticos, além dos que fazemos para o meio ambiente e para o nosso corpo (absorventes contêm até 12 substâncias químicas que podem desencadear alergias e ressecam a flora vaginal), o coletor é econômico, já que pode ser lavado e reutilizado por 2 anos ou até mais. Mas o que ele trouxe, para mim e para várias mulheres com quem pude conversar a respeito, foi à consolidação de um processo de ressignificação da menstruação. Na Casa de Lua, algumas de nós temos nos mantido atentas e conversado bastante sobre os ciclos menstruais, as relações dele com as fases da lua e os significados de cada etapa. E desde um pouco antes de o coletivo existir, tenho identificado em mim comportamentos que se repetem a cada etapa do ciclo, percebendo também como lidar melhor com cada uma delas. Tento me recolher sempre que posso nos dois primeiros dias de fluxo, trabalhar menos e descansar mais – quando é possível. Nos que se seguem, me comunico menos com o mundo exterior, porque sinto necessidade do silêncio e de reduzir a velocidade. Tento me alimentar com mais leveza, porque quando como demais, o peso que sinto no corpo parece muito maior. E tenho vários insights. É como um mergulho em mim mesma todo mês. Autoconhecimento e recarga de energias imperam.

Parece que toda a intenção de entender melhor os ciclos femininos precisava dessa materialidade para ser consolidada, já que apenas ver meu sangue dessa forma me proporcionou, de fato, a desconexão da ideia de sujeira, de tabu, da menstruação. Não é sujo. Não é mal cheiroso. Não é feio. É natural, nos renova e coloca em contato com o que temos de mais verdadeiro, e isso é libertador. Quando vejo, hoje, propagandas de absorventes com mulheres sorrindo porque se sentem livres, já que conseguem andar de bicicleta e desfilar usando um vestido curto pela rua, mesmo “naqueles dias”, penso no quanto eu me sentia presa e suja antes do coletor. E nem tinha tanta consciência disso assim. Tem coisas que só percebemos quando temos a chance de vivenciar uma experiência diferente da que estamos acostumadas.

 

 

Mulherices -Toda mulher são duas (pelo menos) em uma

Mulherices – Toda mulher são duas (pelo menos) em uma

mulhericeOutro dia me perguntaram se acho mesmo as mulheres contraditórias e complexas.

Minha resposta é sim.

E ouvi como resposta: não, isso é apenas “mulherice”, termo novo para mim e para muitos e resolvi pesquisar.

Para meu espanto existem sites, blogs, paginas no Facebook e em outras redes sociais sobre “mulherices”.

Realmente o termo define bem a complexidade de uma mulher, mas sempre achei que essa complexidade é que faz a mulher ser tão interessante.

É comum ela criticar algo a vida toda e de repente adotar isso como uma “verdade absoluta”.

E tem aquelas que mudam conforme os namorados. Isso é muito fácil de perceber nas artistas. Elas têm a fase hippie, fase musical, fase apaixonada, fase boa moça. Quando encontram um parceiro somem da mídia aparecendo só como uma mãe zelosa e apaixonada. É só terminar a relação reaparecem com força total de uma piriguete em inicio de carreira.

Na verdade é como se dentro de cada mulher vive no mínimo duas outras mulheres que vivem brigando entre si para prevalecer. Por mais que tentem dar conta delas, reprimindo e censurando-as para que fiquem quietinhas, elas aparecem nas horas mais estranhas e erradas.

Toda mulher intelectual ou profissional tem dentro de si uma “fulgurante perua”.  Como são duas mulheres completamente opostas que vivem brigando muito entre si, às vezes uma aparece onde quem deveria estar era a outra.

Assistindo o filme “JACKIE” onde duas irmãs gêmeas holandesas, criadas por pais gays, aos 30 anos são obrigadas a irem para os Estados Unidos em busca da mãe biológica (barriga de aluguel) que nunca conheceram, Jackie, que está internada por um acidente e como não existe nenhum parente mais próximo além delas, mesmo a contra gosto abandonamos tudo e vão ao encontro da mãe. Elas a encontram, e juntas atravessam o deserto do Novo México numa surpreendente viagem que redefine o significado de família e das personalidades de cada uma,  e mostra claramente essa dualidade feminina e muitas mulherices.

Esses opostos afloram sempre quando estão em ambientes novos e nada como uma viagem para se perceber bem essas contradições.

Durante as viagens de turismo é um inferno, as mulheres só pensam naquilo. . . as malditas compras e se transformam sendo a outra que no dia a dia não eram.

Se for dia de um programa cultural, a poderosa cabecinha acorda animada, coloca os óculos, quer visitar todos os museus, conhecer os artistas, falar de coisas sérias.

Quando menos se espera aparece do nada a fulgurante perua e, em meio às obras de arte, começa a pensar na lojinha do museu, no presentinho que tem de comprar para uma amiga e quer mandar selfies para todo mundo pelo Facebook.

Se vai ver uma peça teatral que está bombando na mídia não presta atenção aos atos, à música ou ao cenário, aos detalhes da produção, mas sim como vai fazer para trocar a blusinha que comprou à tarde e no que comprar no aeroporto na volta da viagem.

A profissional zelosa e responsável, de repente se pega sendo a fulgurante perua olhando sites de roupas com desconto no meio do horário de trabalho, tenta se controlar, mas não resiste e perde mesmo o controle e assume a fulgurante perua.

Já a metidinha a “cult” que existe dentro dela é… mais teimosa ainda. Fica ranzinza nos blocos de carnaval, tem horror de shopping center cheio, não suporta passar um fim de semana com pessoas que não leem livros, jornais e não estão inseridas em comunidades na internet, mas também não resiste a uma liquidação on line.

O conflito se repete nas situações de convívio social.  Quando estão naquela rodinha de namoradas dos amigos homens ou amigas das amigas – pessoas com as quais não tem muitas afinidades, é aí a hora de a fulgurante perua aflorar e começar a falar das liquidações, da nova dieta da moda, da separação do Cauã Reymond, do vestido da Fernanda Lima no sorteio da Copa do Mundo.

Só que as mulheres mudaram e já não são tão ligadas em comprar querem discutir a anexação da Crimeia pela Rússia, falar do último livro do Romeu Tuma Junior, dos conflitos religiosos, ou discutir o parto natural e a fulgurante cabecinha tem de enfrentar aquele olhar de “gente, por que ela está trazendo esse assunto baixo-astral?”.

Que conflito, se pega discutindo internamente e não aguenta a pressão, quer sair, ir embora. O que fazer com essas duas mulheres?

O melhor é aceitar que as duas (ou várias) fazem parte da complexa personalidade feminina. O segredo é saber conviver com as duas (ou várias) e curtir o que cada uma delas tem a oferecer.

Talvez ela queira, durante uma semana, tomar suco verde e, depois, super incoerente, comer pastel ou um sanduiche de pernil e tomar cerveja.

Nada disso faz dela menos ou mais feminina. Nem menos ou mais inteligente.

Se nem elas conseguem se entender a sim mesmo na maioria das vezes, imaginem então um homem no meio desse fogo cruzado tentando entender, impossível.

Como um homem vai entender que a mulher que aguenta a incrível dor de um parto, se depila na virilha e nas axilas com cera quente e depois chora quando perde o namorado para a amiga, ou assiste a um filme como “Nunca te vi, mas sempre te amei” ou “Um amor para recordar”.

Como entender que quando terminam um relacionamento, para saírem da fossa e deixar de chorar pelos cantos vai para academia, faz uns 10 tipo de regimes diferentes, capricha (ainda mais) na maquiagem e se arruma toda?  E por que se esquece de tudo isso quando começa uma nova relação?

Algumas mulheres querem ser totalmente independentes, mas em compensação é só precisarem de alguma coisa da parte masculina que elas rapidamente se tornam vulneráveis e necessitadas.

Mulherice é quando ela se arruma toda, coloca o melhor vestido (entenda-se por mais caro), se maquia toda, finge a melhor cara possível só para ir à festa em que sabe que o ex-noivo/ ex-namorado/ex-marido/ex-paquera (que lhe partiu o coração) também estará lá, só para “mostrar” o quanto está “BEM”.

Mulherice é quando pergunta se está gorda, mas não quer ouvir outra coisa que não seja: “Não, meu bem, você está magrinha”. Experimenta só dizer que ela está gorda…

Pois é; o melhor é se acostumar com as mulherices dela… Ou então partir para outra!

 

 

Corrupção? Solução: eleições

A internet é fantástica.

Podemos revisitar a história da humanidade com um simples teclar. Olhando aqui e ali encontrei uma citação feita a 2.068 anos mas que é muito atual para nossa realidade brasileira.

Leiam e reflitam:

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Estamos próximos de uma nova eleições e o povo tem vindo às ruas pedindo mudanças e novos comportamentos.

Qualquer coisa é motivo para brigas e discussões. As pessoas perderam o senso do ridículo e até para entrar na fila do supermercado estão batendo boca. Estamos vivendo uma era da intolerância e algo tem que ser feito.

Estamos todos de “saco cheio” e qualquer coisa ultrapassa nossos limites. E essa frustração coletiva tem muito a ver com os exemplos que estamos recebendo de nossos políticos e governantes.

Algo tem que ser feito. Não podemos aceitar que joguem no lixo paradigmas constitucionais de uma boa Política por interesses espúrios de manutenção no poder e nos acertos facilitadores das mais deslavada corrupção.

Temos repensar a reeleição em todos níveis, a igualdade e profissionalização dos cargos públicos.  Sabem como foi escolhido o Presidente do Banco Central da Inglaterra foi escolhido através de um concurso aberto ao todos interessados e acabou sendo escolhido um cidadão canadense que tinha as melhores qualificações.

Nas próximas eleições vamos renovar o Congresso em 2/3, é hora de pensarmos bem antes de votarmos. Conhecer a posição e a história dos candidatos é fundamental para mudarmos essa situação que estamos vivendo.

Não vote porque alguém pediu e só vote em candidato limpo.

É hora de mudar ou você prefere viver os próximos 4 (quatro) anos reclamando dos políticos e da vida?

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Você tem WhatsAppitis?

Você tem WhatsAppitis?  celular 03

Não sabe o que é isso?

Pois é, eu também não sabia. Uma notícia nesta semana me chamou atenção: uma médica espanhola descreveu na publicação médica “The Lancet” o primeiro caso do que chamou de WhatsAppitis – dor na região do pulso e tendinite no dedão que foi causado pelo uso intenso do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp.

O texto não informa se a paciente melhorou, mas alerta que a tenossinovite (inflamação da bolsa sinuvial que contorna o tendão, especialmente dos dedos) causada pelo uso de telefones celulares pode ser um problema em ascensão.

informacaoMas talvez essa nova doença não seja a pior consequência. Nesta era da informação estamos todos perdendo o foco e entramos na era da distração e isso é muito grave.

Com o excesso de informação disponível que o acesso fácil às redes sociais, celulares, ipads tudo nos distrai, desviando nossos pensamentos para longe do que estamos fazendo, devemos fazer e principalmente viver.

Não conseguimos ter foco!

Somos bombardeados por fotos, vídeos, mensagens instantâneas, de uma notícia para outra, de um vídeo para outro e quando vemos o dia acabou, deixamos de fazer muitas coisas que deveríamos fazer. O que não percebemos é que com isso deixamos alguém esperando uma resposta, deixamos de dar atenção a quem devíamos, cometemos muitos erros pela falta de atenção e concentração.

Será que deixar de ler o que tem de novo no Facebook é mais importante do que a tarefa que temos obrigação de fazer com perfeição?

celular 02Conheço gente que não consegue passar mais de alguns minutos sem checar sua caixa de mensagens, suas páginas nas redes… e vivem num mundo da mais alta distração.

Por que viajar o tempo todo, o dia todo com nossos pensamentos para lugares distantes e nem sempre de acordo com o que pensamos?

Por que não se concentrar e dar atenção ao momento presente?

Precisamos reaprender a ter atenção, a ter concentração, a ter foco.

celular 05Hoje em dia jovens e adultos estão viciados nessa nova “droga”. São prisioneiros das redes sociais, da velocidade da informação e passam o tempo todo curtindo, compartilhando, blogando, postando, tuitando, etc., o que estão fazendo, mas não vivem o momento e nem estão realmente presentes onde estão fisicamente.

É realmente estranho sentar num barzinho e ver um grupo de jovens todos com seus smartphones na mão conversando e se comunicando com pessoas que não estão na sua frente.

Vejo ainda almoços de família em que todos se voltam para seus celulares e se despedem sem praticamente conversar.

celular 01Nas empresas as pessoas estão perdendo a capacidade de se dirigir ao outro e falar. Muitos problemas poderiam ser resolvidos com uma simples troca de opinião verbal, ao vivo, frente a frente em vez de dezenas de mensagens que entulham caixas postais que  geram desinformação.

Estamos perdendo a capacidade de conversar, olhando nos olhos, rindo das expressões e dos movimentos de mãos. Precisamos retomar o hábito da conversa prestando atenção nas pessoas, no que estão fazendo e com quem estamos conversando.

Que tal fazer uma reflexão sobre o assunto e ver que é HORA DE MUDAR?

Vamos viver a vida, vivê-la com intensidade e foco.

Vamos viver o momento, deixarmos de viver a vida dos outros, de sermos repórter da nossa vida e voltarmos a ser o protagonista.

Não se deixe contaminar . . .

Momentos difíceis estamos todos vivendo.

O que falar quando o mundo virou um grande quintal e recebemos uma carga enorme de informações de todo mundo e na sua grande maioria desanimadoras de desastres, desgraças, mortes, guerras, terrorismo, etc..?

Eis que tomo conhecimento de um texto exatamente sobre o assunto escrito pelo Mestre Luiz Marins que compartilho abaixo com vocês. Vale a pena ler.

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Não se deixe contaminar . . .

Luiz Marins – Consagrado escritor, consultor e conferencista, referência nacional em motivação. Fundador da  Anthropos Consulting é a primeira empresa mundial de Antropologia Empresarial. Fundada em 1984, utiliza os métodos da antropologia para estudar e propor soluções criativas e adequadas à realidade cultural e social das empresas e organizações visando o seu completo desenvolvimento e obtenção de resultados voltados para o mercado em que atuam.

Luiz Marins – Consagrado escritor, consultor e conferencista, referência nacional em motivação. Fundador da Anthropos Consulting é a primeira empresa mundial de Antropologia Empresarial. Fundada em 1984, utiliza os métodos da antropologia para estudar e propor soluções criativas e adequadas à realidade cultural e social das empresas e organizações visando o seu completo desenvolvimento e obtenção de resultados voltados para o mercado em que atuam.

 

 

É tanta notícia ruim no mundo e no Brasil que corremos um sério risco de nos deixar contaminar a ponto de perder a esperança até mesmo no ser humano.

É mensalão, corrupção, Síria, Irã, Israel, Egito, Ucrânia, Venezuela, Argentina, greve de garis no carnaval, estádios que desabam, crise de energia, aeroportos que não ficam prontos e estamos a menos de 100 dias da Copa e tudo o mais que você e eu assistimos e lemos todos os dias.

 

O que fazer?

É claro que não advogo que vivamos alheios aos problemas do Brasil e do mundo, mas temos que manter o equilíbrio necessário para continuar trabalhando, fazendo as coisas certas do dia a dia e lembrar de nossas responsabilidades mais próximas de nós.

Temos sim que agir, mas no momento certo e da forma democrática que nos cabe como cidadãos, ou seja, pelo voto, pelas formas civilizadas de protesto. Do contrário apenas pioraremos o que já está ruim.

Temos que lembrar que a vida continua e que temos que produzir, atender clientes, tratar bem as pessoas, enfim, fazer o melhor que pudermos para construir uma nação mais honesta e um mundo melhor.

O problema é que vivemos num mundo tão conectado que sentimos o problema da Ucrânia como se fosse no nosso bairro.

Ficamos indignados com coisas que acontecem em países e lugares que num passado muito recente sequer tínhamos conhecimento de sua existência.

O que estou querendo dizer é que temos que tomar muito cuidado para não nos perder nesse mundo de informação sobre fatos e coisas que não dependem de nós e deixar de fazer o que realmente só depende de nós.

Vejo pessoas discutindo a crise da Ucrânia e deixando de atender o telefone que está tocando sem parar com um cliente do outro lado da linha.

Vejo pessoas indignadas com a corrupção e exigindo favores pouco éticos de seus fornecedores.

Vejo pessoas criticando a sujeira das ruas ao mesmo tempo em que jogam lixo nas ruas, nos rios, etc.

O que quero dizer é que é preciso corrigir o mundo, mas é preciso também que cada um pelo menos cumpra o seu dever no dia a dia, nas coisas simples.

E o perigo que corremos é o de nos deixar contaminar por tanta notícia ruim e acreditar que nada temos a fazer para melhorar e mudar essa dura realidade.

fracasso 01

 

 

 

Pense nisso. Sucesso!