Crise dos 40? Hora de Mudar

Crise dos 40? Hora de Mudar.

Crise dos 40

Crise dos 40

Está bem, vocês venceram. Depois de comentar muito sobre a crise dos 30 vou falar agora das outras crises pelas quais passamos nessa nossa vida.

Entrar para a idade dos entas (quarenta, cinquenta, sessenta…) numa cultura que glorifica a juventude é muito difícil. Já foi bem pior, mas com o envelhecimento da população isso vem mudando, mas contínua difícil.

Em algumas culturas as pessoas mais velhas são valorizadas pela sua contribuição à sociedade, pela sua experiência e sabedoria advinda dos anos vividos.

Na nossa cultura quando chegamos aos 40 anos estamos no alto da montanha russa da nossa vida (veja neste blog o texto: Altos e Baixos, a vida é como uma “montanha russa” ) e nos bate a sensação que agora só nos resta aguentar a descida.

Num contexto em que os vencedores só podem ser jovens e belos ter mais de 40 anos nos parece o fim. Ter dinheiro nessa altura da vida ajuda, mas mesmo aqueles (as) que são bem sucedidos (as) sofrem por terem atingindo os 40.

Sem dúvida essa fase é mais cruel com a mulher do que com o homem, pois ela envelhece mais rapidamente tendo que enfrentar uma serie de perdas físicas e emocionais.

Crise dos 40

Crise dos 40

Muitas mulheres nessa idade vêm seus filhos terem vidas próprias, seu relacionamento (casamento) acabando, uma vez que seus parceiros nessa idade, ao se darem conta que estão envelhecendo, tendem se unir a mulheres com menos idade, trocando uma de 40 por duas de 20 pensando bobamente que com isso se livram da velhice. Ledo engano, pois é com essa idade que ele despe a capa de super herói e percebe que não é imortal.

Mas as mulheres, mesmo quando o relacionamento (casamento) não acaba, tem que enfrentar os filhos voando sozinhos (não precisam mais dos cuidados maternais) ficando a sensação do vazio e ela começa a perder a fertilidade (climatério) o que para muitos ela está perdendo a feminilidade e a capacidade ao prazer sexual. Ledo engano, agora mais que nunca ela está pronta e acabada para ter o prazer sexual como ela sempre desejou.

Com a constatação que já viveram metade das nossas vidas homens e mulheres tentando não se sentirem velhos saem correndo contra o tempo fazendo plásticas, lipoaspirações, implantes de cabelo, “malhação”, dietas… mas, continuam vazios por dentro…

Não há nada em tentar manter a saúde, a beleza, mas só isto não basta. Esta e a idade de passar nossos valores a limpo, levantarmos nossos desejos mais íntimos, revendo alguns e planejando o que vamos viver daqui para frente.

Se na crise dos 30 estavamos entrando na maturidade agora é o momento da redefinição de nossa identidade. Aos 30 buscamos a carreira, o casamento, filhos, etc. enfim tudo que a sociedade nos exigiam, agora aos 40 é a hora de buscarmos nosso EU, aquilo que realmente somos e queremos.

Não adianta mais seguir valores que não nos preenchem mais. Não pode o medo de sermos excluídos pela pelas nos paralizar, para quem pensa como a maioria que envelhecer significa estar mais perto da morte uma dica:

A VIDA COMEÇA AOS 40 ANOS.

Como assim?  Assim, todas as dúvidas e questionamentos que nos atormenta nessa fase da vida temos que parar, acalmar, olharmos para dentro de nós e honestamente jogarmos fora aqueles valores que não mais atendem aos nossos desejos e substituí-los por outros que nos são verdadeiramente úteis.

É novamente HORA DE MUDAR, evoluir, subir mais um degrau na escada da vida.

É nessa fase que precisamos ter mais flexibilidade (veja texto neste blog: “Bambu Chinês”) para ganharmos mais estabilidade emocional, pois as grandes transformações estão dentro de nós e não fora.

Se na juventude escolhemos uma carreira profissional que tem tudo a ver com que gostamos de fazer, tivemos as oportunidade de encontrar o parceiro certo para um relacionamento, se estamos numa religião por escolha própria e não porque nossos pais seguiam, etc. não teremos muitos problemas na idade dos 40 em diante.

Se não, é a Hora de Mudar, de fazer novas opções. É nessa fase que isso vai acontecer quer estejamos conscientes ou não do que estamos fazendo.

É uma fase difícil porque poderemos chegar a algumas conclusões muitas delas não muito agradáveis para nós e podemos nos deprimir, descobrimos que vamos ter que abrir mão do que pensávamos ser e recriar uma vida nova.

Ao irmos de encontro ao verdadeiro EU precisaremos nos transformar e renascer jogando fora nossa identidade provisória definida na adolescência e juventude.

Aos 40 crescemos e vamos buscar a liberdade. Agora faremos o que queremos e não o que “eles” lhe disseram. Ficamos livres para ter nossas próprias regras e começar tudo de novo.

Para ultrapassar a crise dos 40 não tem regras, mas é preciso antes de tudo manter o equilíbrio e a calma.

Os especialistas sugerem que façamos qualquer tipo de exercício regularmente (faz bem a mente), ore que tranquiliza e conforta, passe a meditar pelo menos alguns minutos do seu dia, participe de grupos e associações de assuntos de seu interesse, arrume novas amizades e curta as velhas, arrume um passatempo que te traga paz e estabilidade, não leve tudo a ferro e fogo (só vira peso quando esquecemos de usar nossas capacidades), se sentir mal e deprimido, procure ajuda especializada, faça uma psicoterapia, você só tem a ganhar fazendo isto.

Mais importante de tudo é crie, invente, se liberte.

Agora é VENCER ou VENCER.

 

Tem momento certo para a “Hora de Mudar”?

foto do filme: De pernas pro ar

foto do filme: De pernas pro ar

Não é preciso insistir, é só você fazer uma reflexão sobre sua vida e verás que mudanças fazem parte da vida, do nosso processo evolutivo. Mas muita gente tem problemas em efetuar transformações radicais em suas rotinas, especialmente na carreira, por comodismo ou medo, enquanto outras fazem a transição com naturalidade, sem grandes dramas. Para estas, a felicidade e a qualidade de vida vêm em primeiro lugar.

Temos o que chamamos de várias crises durante a vida que nada mais são a angustiante confronto com a realidade que temos que mudar. É assim aos 15, 18, 30, 40, 50 e ultimamente com o aumento da expectativa de vida aos 60 anos.

Aos 15 e 18 estamos deixando de ser crianças para nos tornamos “gente”. Aos 30 uma crise de identidade nos assola por que “precisamos” decidir nossa vida afinal o que somos e o que já fizemos.

Nesse texto falarei da crise dos 40. Dos 15 aos 40 anos vivemos a chamada “fase de construção de uma vida”.  Até os 40 anos, construimos quase tudo em suas vidas. Estudam, formam-se, trabalham, criam família, lutam, fazem horas extras, trocam de casa, etc… Se sofrem algum abalo financeiro antes dos 40, ainda temos forças para reconstruir tudo.

Muitos abrem mão de quase tudo para criar seus filhos, que agora já estão crescidos. Outros exerceram a mesma profissão, e obtiveram o resultado da sobrevivência até então, descobrindo que poderiam ter feito outra coisa que gostassem mais.  Ou ainda outros que fizeram o casamento adequado, e agora tem que conviver com seu parceiro (a), o resto de sua vida sem mais as grandes paixões do início.

Homem em crise

É aos 40 anos que paramos para contabilizar tudo o que tem e o que fizeram, para, à partir daí, poder usufruir o que acumularam de acordo com suas opções iniciais. Muitas vezes, se perguntam como será a aposentadoria, até que idade irão viver ou como vão ser suas condições de saúde.

Começamos a questionar se vamos conseguir viver dessa maneira os próximos 40 anos. Temos consciência que hoje vivemos mais e que não vamos conseguir parar de trabalhar na aposentadoria. Vamos viver sem as paixões do ínicio da vida? Queremos nova carreira, novos desafios.

Depois de mais de 20 anos, muita gente se cansa de realizar o mesmo trabalho. No ambiente corporativo a ilusão de chegar à diretoria e à presidência com o tempo acaba ou diminui, mas parece menos comum um médico ou profissional que trabalha com o bem-estar humano querer mudar de carreira.

A situação estável do país também nos estimula e colabora para que tentemos novos rumos. E quem tem como objetivo máximo ganhar dinheiro, suportar melhor algo que o desagrada, mas o remunera bem.

O momento dessa mudança é quando o trabalho não traz mais satisfação e passa a se tornar um martírio. Será que vale realmente a pena permanecer dessa forma, desgastando-se e se prejudicando mental e fisicamente?

É neste momento que se avalia se vale correr o risco de fazer o que se gosta para se sentir mais pleno e satisfeito. Mas é importante ponderar os ganhos e as perdas. E se preparar. Tem que estar consciente de sua decisão e planejar, o que pode levar tempo. Verifique a viabilidade da mudança, considere que no início será difícil, já que provavelmente ganhará menos. Neste processo vale fazer pesquisas, conversar com familiares, amigos e profissionais da área em que pretende atuar. Claro que podemos fazer isso mesmo na atual carreira, pois tudo se modifica, mas parece que temos dificuldade de fazê-lo com o que já fazemos e facilidade com o que não sabemos.

Muitas vezes a mudança leva anos, tem que ser programada que se tenha recursos que permitam investimentos na abertura do negócio. Mesmo assim, para quem olha de fora parece coisa de louco, pois muita gente associa mudança com fracasso, não imagina que a pessoa está feliz. É preciso estar preparado para lidar com a pressão externa.

Este tipo de transformação assusta. A maioria das pessoas tem muita dificuldade de entender como alguém super bem sucedido (na visão delas) muda de carreira.

Às vezes a mudança não é programada com antecedência. Um stress dentro da carreira atual pode nos remeter ao sonho que sempre tivemos, mas não tínhamos tempo de realizar. Com a experiência acumulada, partimos do zero, mas rapidamente nos tornamos capazes na nova carreira vamos poder dizer de boca cheia: “Nunca fiz nada na vida que gostasse tanto e sentisse tanto prazer”. Para isso precisamos contar com o apoio emocional e financeiro do parceiro, para que segure as pontas enquanto o novo projeto não decola.

Um pouquinho de frio na barriga no início é normal. Deixar a segurança de uma remuneração boa e garantida dá medo, mas não vai se arrepender de maneira alguma.

Para alguns o problema é o ganho menor e se você está pensando em seguir o mesmo caminho, avalie se está disposto a mudar seu padrão de vida, pelo menos por um tempo. Consulte seu companheiro (a) pode ser que não esteja disposto (a) e não é a hora de mudar dela. Se estiver mesmo decidido (a) se prepare, pode ser o fim do relacionamento.

Também é importante não ser muito medroso, ter boa auto-estima e sentir prazer em aprender algo novo. Lembre-se de que você sairá do cargo de expert para o de iniciante.

Lembre-se toda mudança, mesmo sendo boa, demanda muita energia e é desgastante.

E o ganho? O ganho com a troca, quando feita com seriedade, consciência, determinação e, empenho, certamente compensa.

Seja feliz.