Sair ou não sair com um “ex”?

 

Sair ou não sair com um “ex”?

Quando terminamos um relacionamento fica um vazio. Chega o sábado à noite e não temos nada para fazer e o telefone não toca. Nosso pensamento voa para os momentos que passamos juntos e fica a saudade.

Quando os “ex” ligam, com certeza, estão querendo relembrar os momentos especiais dos velhos tempos. Nesse momento nossos sentimentos são conflitantes, se por um lado queremos estar com a pessoa que um dia tivemos momentos prazerosos, por outro lado sabemos que lidar no dia seguinte com o sentimento de culpa ou a incerteza sobre seus sentimentos será muito ruim.

Claro que ainda sente um desejo de estar com o “ex” namorado, namorada, marido, mulher ou um ficante, mesmo que o amor já não exista mais. Afinal criamos uma afinidade, uma intimidade e aprendemos a conhecer o outro e já sabemos o que cada um gosta.

Mas procurar um “ex” é uma “fria”. É importante após uma separação fazer um período de luto, para se acostumar com a ausência do “ex” e reconstruir uma nova vida.

As razões podem ser muitas. Para a mulher que se sente mais a vontade com ele do que com um estranho para aproveitar o momento ou para o homem que vai sentir que ela está mais a vontade para novas as experiências.

Se o amor acabou, mas o desejo permanece estamos então diante de uma situação muito ruim, pois é muito fácil confundir as coisas e criarmos falsas esperanças em um dos envolvidos. Carentes os dois, um encontro mesmo sem compromisso pode fazer com que um dos dois pense que este encontro será a porta da felicidade para uma nova etapa do relacionamento. Nada mais falso.

Saber lidar com essa vontade é importante para que um novo sofrimento não venha acontecer. A pior coisa que tem é quando a pessoa sabe que vai se frustrar, mas não consegue recusar os convites com dó ou mesmo sentimento de culpa pelo termino do relacionamento.

Para evitar que esse novo sofrimento ocorra você deve conhecer seus limites e respeitá-los. Não se deixe levar pela emoção do momento. Se pergunte: “estou preparada para sair com o “ex” e ficar numa boa”? Se preciso for mude de local, troque de celular, facebook, email e outras maneiras de contato, aí você não vai precisar e nem se sentir obrigada a aceitar o encontro.

O importante é respeitar sempre seu tempo interno, se preparar para ver o outro apaixonado e até receber um “não” definitivo. Quanto mais conseguir se afastar, não ver, não falar ao telefone, ou procurar saber dele na internet mais rapidamente essa fase passará.

Um mero encontro sem compromisso com o “ex” acaba sendo usados para manter um vínculo com o outro e o problema dessa situação é se alguma das partes ainda nutre a esperança da volta. Para que voltar a sofrer, sabendo que quem foi seu e que está agora contigo, porém está saindo também com outras pessoas. Está preparada para isso?

Ex Namorados

"Ex Namorados" ==> Foto: José Eduardo Boaventura

Mesmo as pessoas que conseguem se separar e manter a amizade,  continuam a sair sem compromisso e mesmo tendo sexo constante, cada vez que o “ex” anuncia que está namorando sério, você vai ser sentir traída, humilhada, com raiva e ciúmes e sofrer muito.

Para que passar raiva novamente, pois mesmo que os atos indicam um compromisso, na realidade tudo não passa de um passatempo.

Vamos esqueça. Ao sair com o “ex” não tenha dúvidas, a insegurança vai chegar e forte. Você deseja um compromisso sério com o “ex”, mas só terá alguns encontros e vai sofrer por isso.

Não adianta achar que ficando com “ex” vai ter controle sobre ele. Essa amizade colorida não vai fazer bem para sua saúde mental e emocional.

Saia dessa. Não adianta querer ficar com o “ex” por amá-lo ainda e achar que o tempo que tiver com ele basta.  Por que ficar com migalhas se tem tudo para ter um novo e renovado amor? Não adianta dizer que não consegue dizer não ao convite dele, perceba que está se enganando, fazendo algo contra a sua vontade e que já sabe o final.

Quando não existe mais o vínculo afetivo (paixão, amor), não devemos prosseguir insistir, é a HORA DE MUDAR.

Mude e viva novamente FELIZ.

 

 

As dores do amor

Existem muitas dores de amor.

A dor de quando a relação termina e continuamos amando, não nos acostumando com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a total falta de perspectiva, já que ainda estamos tão entretidos na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A dor de quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A dor física, a mais dolorida, da falta de beijos e abraços, a dor de virar um ninguém para o ser amado.

Mas, quando a dor física passa, começamos então outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.

A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.

Quando reclamamos que não conseguimos nos desprender de alguém, é que, sem perceber, na realidade não queremos nos desprender.

Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…

Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.

Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira está dentro de nós, e que só com muito esforço é possível se libertar.

É verdade que é uma dor mais amena, quase imperceptível.  Talvez, por isso, costuma durar mais do que a “dor-de-cotovelo” propriamente dita.

É uma dor que nos confunde.

Parece ser aquela mesma dor do inicio da separação, mas agora é outra. A pessoa que nos  deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,  que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o “gran finale” de uma história que terminou, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…

Lembranças de um tempo bom vivido e que jamais será esquecido.

E só então poderemos amar, de novo.

AMAR É VIVER. AME MUITO E VIVA.