Hora de Mudar

A tecnologia no nosso dia a dia

A tecnologia no nosso dia a dia

A tecnologia no nosso dia a dia.

Já pararam para refletir quantas mudanças estão acontecendo no nosso dia a dia, em períodos cada vez mais curtos e que nem sempre nos damos conta.

É a tecnologia em ação.

O que faz uma tecnologia ser revolucionária é sua capacidade de resolver problemas, os óbvios ou os que você nem sabia que tinha. Muitas tecnologias aparecem empolgando, logo desaparecem e retornam com novas aplicações.

Esses ciclos de sobe e desce da tecnologia terminam fechando muitas empresas (Blockbuster) e abre outros (Netflix). Novas ocupações são criadas enquanto outros empregos são fechados.

Não cabe aqui examinarmos as condições de trabalho desses novos “empregos”, mas é bom lembrar que na revolução industrial no inicio do século passado também tivemos esse impacto nas relações de trabalho com migrações de atividades do campo para a indústria. Também houve nesse momento a necessidade de retreinamento do emprego agrícola para o fabril, mas com certeza foi mais fácil à migração.

A revolução industrial também provocou um choque de transformações em toda sociedade e mudou muita coisa. A grande diferença entre uma e outra revolução é a forma tão acelerada e devastadora com que a atual vem acontecendo.

Por trás de toda essa nova revolução está à inteligência artificial (IA), que vem fazendo enorme impacto agora e fará ainda mais nos próximos anos com transformações inimagináveis.

Preste atenção como a Netflix te sugere filmes e séries, o Spotify recomenda playlists, a Uber organiza viagens em grupo, tudo usando dados, algoritmos com a IA (inteligência artificial).

A grande diferença entre a revolução industrial do século passado e a revolução tecnológica atual, é que na primeira o mote era a padronização agora é a personalização, lembrando que só estamos no começo de adoção e descarte de tecnologias.

Muitas outras mudanças ainda virão, mas vamos dar uma olhada no que já está acontecendo no nosso dia a dia.

Quem de nós há muito pouco tempo atrás usava o Netflix ou Uber? Quem imaginava a pouco mais de um ano que teríamos em muitas das capitais brasileiras patinetes elétricos e bicicletas alugados circulando e largados em qualquer lugar? E a revolução nos delivery de comida com o ifood, Rappi ou Uber Eats. Trocamos a chamada de voz no celular pelo Whatsapp ou Viber, as agências de viagens pelo Booking, Decolar e os CDs pelo Spotify ou mesmo YouTube.

Sim todos esses Apps rapidamente mudaram nossas vidas facilitando nossa relação com os serviços, fizeram muita gente ficar rica e muitos perderem seus empregos. Só para termos uma ideia desse impacto a Uber, vale hoje mais de US$ 80 bilhões, muito mais que qualquer indústria “física” com seus prédios e maquinários e “emprega” só no Brasil mais de 600.000 motoristas parceiros (sem qualquer vínculo empregatício) que transportam mais de 22 milhões de passageiros/ano. 

Além de oferecer um serviço de maior qualidade, preço menor e acesso mais fácil, a Uber causou uma revolução no transito das grandes cidades. Só que essa revolução não vai parar por ai, o grande atrativo dos investidores é o grande volume de dados que ela detém que poderá ser muito lucrativo pelos novos negócios colaterais. Não podemos esquecer que a Uber tem dados das nossas viagens e que pode vender depois esses dados para a indústria automotiva e o comercio fazerem campanhas de marketing com clientes e empresas.

Esse conceito serve também para todas as empresas que dominam nosso celular e que estão com nossos perfis, trajetos, gostos, “likes” e dados.  Sabem tudo sobre nós, mais que nós mesmos.

No passado íamos a uma loja escolher um disco, depois um CD lançado por um cantor numa mídia física com no máximo 13/15 musicas.  Isso morreu, acabou.

O que fizeram as gravadoras? Tiveram que se reinventar. Agora ganham dinheiro graças aos aplicativos.  Apps como Apple Musica, Spotify, etc. colocam todo acervo das gravadoras no seu bolso. Você ouve a música que quiser, onde quiser e a hora que quiser gastando muito menos.

E a revolução na imagem? Há 60 anos tínhamos que esperar o domingo seguinte para vermos no cinema o próximo capitula do Flash Gordon, depois começamos a esperar a passar na TV aberta. Se quiséssemos ver um filme novo tínhamos que ir ao cinema. Passado um tempo passamos a pegá-los na locadora só que o aluguel dos novos filmes era mais caro que os antigos. Apareceram os canais de TV paga que passaram a trazer esses filmes, mas na hora e dia que programavam. Pois bem, a Blockbuster maior locadora do mundo fechou em março e a TV paga não para de perder assinantes (só em 2018, foram 500 mil a menos apenas no Brasil).

Quando a televisão surgiu foi considerada como uma das grandes invenções do século 20. Hoje a TV já não tem a mesma função e vem sendo substituída. Tudo começou há 15 anos quando aparece o YouTube, mas se consolidou de 3 anos para cá, com toda uma geração jovem crescendo consumindo conteúdos na plataforma e de youtubers. Os serviços de streaming também tiraram uma audiência crescente da televisão e tornam o aparelho dispensável para quem tem um celular.

Como vemos as transformações não acontecem de uma hora para outra, Quando percebemos pensamos que tudo aconteceu ontem. Não é verdade é tudo uma evolução apoiada nas nossas necessidades,

Vejamos: a Netflix foi fundada em 1997 e só 10 anos depois em 2007 adotou o modelo de streaming como conhecemos hoje, revolucionou a indústria cinematográfica ao oferecer filmes e séries a qualquer hora e sem propagandas, por uma taxa fixa mensal equivalente a uma entrada de cinema.  Mas não parou por ai, em 2016/17 passou a investir em produções próprias e neste ano (2019), até o Oscar reconheceu a sua importância na indústria cinematográfica premiando o filme Roma como melhor filme. Hoje tem mais de 150 milhões de usuários pagantes espalhados pelo mundo e é avaliada na Bolsa em mais de US$ 150 bilhões sem ter grandes instalações físicas como os antigos estúdios de Hollywood.

Essas mudanças também vieram atingir a indústria automobilística. Antes, quem tinha dinheiro circulava em seu automóvel ou de táxi. Muitos deixavam de usar os taxis por que  não curtiam o jeito dos taxistas, mas era o que se tinha. Com chegada dos Apps como Uber, 99 ou Cabify com atendimento e descontos para atrair clientes popularizou-se o deslocamento de carro, fazendo que muitas pessoas estão deixando de ter seu próprio veículo. Além, de o custo final ser muito mais barato que manter um carro  agora também se poder ter o serviço em áreas e horários que antes os não atendiam.

As agências de turismo não acabaram, mas tiveram que mudar. Num passado recente quando queríamos viajar para comprar passagens de avião ou reservar um hotel ou pousada, tínhamos que procurar diretamente uma agência de turismo, pois era quem tinha as informações e era muito difícil  pesquisar opções e comparar preços. Sites como Trivago, Decolar, Booking, Hotels.com e outros deixaram a vida do viajante independente muito mais fácil oferecendo diversas opções de hospedagem a um clique. Só o Booking o site de viagens mais visitado do mundo: tem mais de 2 milhões de hotéis cadastrados e faturou US$ 12,7 bilhões em 2017.

Aí apareceu o App Airbnb. E você já ouviu falar do Airbnb? Não?

Pois é, agora você escolhe seu destino e pode alugar uma apartamento, casa, um quarto, sofá-cama, barco e as coisas mais diferentes possíveis (exemplo: casa numa arvore ou uma tenda), sem ter que ir a uma agência, consultar um conhecido, amigos ou imobiliária. Com isso você tem a experiência de viver como se fosse um morador local com um custo muito mais baixo. As pessoas oferecem e buscam alternativas compartilhando experiências. Só para se ter uma ideia  hoje, são mais de 6 milhões de acomodações disponíveis no mundo, com mais de 500 milhões de pessoas usando anualmente.

Quando queríamos descobrir algo ou pesquisar um assunto íamos a uma biblioteca ou então tínhamos que encarar gigantescas enciclopédias (são livros, ok?) pesados e limitados, como a Barsa, a Larousse ou a Britannica. Não teve jeito em 2012, a  Encyclopaedia Britannica anunciou o fim da versão em papel após quase 250 anos. Hoje quando queremos descobrir o significado de alguma coisa é só “perguntar” para o Google ou Wikipedia. As respostas são tantas que temos que ficar atentos  em edições de conteúdos e informações falsas as famosas “fake news”, já que no digital não tem nenhuma editora checando cada informação.  Atualmente só o Google tem mais de 70.000 buscas e respostas por segundo sobre tudo que se possa imaginar.

E nas comunicações? Primeiro veio SMS ou torpedo, que já era um avanço sobre os aparelhos só de mensagens, com as operadoras telefônicas explorando isso e vendendo pacotes (caros) de mensagens ou planos limitados de ligações e minutos. Aí veio o WhatsApp inicialmente nos libertando das mensagens de texto e em seguida operadoras telefônicas e suas limitações. Hoje trocamos mensagens o dia inteiro, podemos mandar áudios, vídeos e memes, fazer ligações em voz e vídeos e só gastar o pacote de dados quando não há wi-fi. Atualmente, mais de 1,5 bilhão de pessoas usam o app no mundo.

Mas o WhatsApp não parou por ai, agora vem substituindo mais coisas além das operadoras.

No passado as mensagens eram físicas, pois a carta dependia de papel, caneta. Tinha que se ir ao para enviar e demorava dias ou semanas para a mensagem chegar ao destinatário. Veio o telegrama para mensagens curtas e urgentes. Aí veio o e-mail substituindo a função da carta e do telegrama. Com o WhatsApp o numero de cartas enviadas despencou. Só no Brasil o volume anual caiu de 6,1 bilhões em 2001 para 2,4 bilhões em 2015 e continuou caindo (daí a crise que nossos Correios enfrentam hoje). Para que mesmo era o Correio?

Outra revolução aconteceu nos deslocamentos. Para irmos a um lugar desconhecidos num passado recente tínhamos que pegar antes um Guia ou mapa e estudar o trajeto, Depois o acompanhante servia de copiloto. Mesmo assim, eram necessário muitas paradas para conferir o mapa e tentar se encontrar. O guia Quatro Rodas, tanto para as rodovias como para as ruas das cidades acabou em 2015. Ai veio o GPS que instalamos nos carros para obter as direções, mas era super caro. E veio os apps como o Google Maps e Waze que ocuparam essa função. Atualmente, eles são os responsáveis por nos guiar para cima e para baixo até em caminhos que já conhecemos. Só o Waze tem mais de 115 milhões de usuários ativos no mundo e está 185 países, disponível em 51 línguas.

Bem, o texto já está enorme e ainda podíamos falar dos apps vender ou comprar carros, imóveis e outros produtos, para vagas de empreso substituindo os classificados dos jornais As câmeras digitais que acabaram com o filme fotográfico e as empresas de revelações.

Nem vou falar dos inúmeros jogos no celular. A revolução digital acabou com as revistas de palavras cruzadas e colocou em nossas mãos inúmeras outros passatempos muito mais interativos.

Resolver algum problema com o banco, não tinha jeito: tinha de ir até a agência. Fazer depósitos ou transferências demandavam uma fila enorme perdendo horas nesse processo. Agora fazemos tudo de onde estamos através da internet pelo PC ou celular. Mas eles que se cuidem já está chegando à moeda virtual que vai dispensar a intermediação dos bancos (uma realidade já na China).

Sim a fila andou e continua andando cada vez mais rápida é HORA DE MUDAR para todos nós ou corremos o risco de ficar num passado sem grandes chances de sobreviver.

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