Hora de Mudar

É HORA DE MUDAR? A grande pergunta.

É HORA DE MUDAR? A grande pergunta.

“Mais que nunca hoje em dia as pessoas temem ser abandonadas, de dizer eu te amo e não serem correspondidas. Por isso continuam abandonando, com medo de serem abandonadas. Dizem não, com medo de ouvi-lo”. Roberto Shinyashiki – Psiquiatra.


Quando tomamos a decisão e modificamos profundamente a nossa maneira de pensar e de agir, talvez alguns relacionamentos acabem. Mas na realidade o que acabam não são os relacionamentos, mas sim os jogos de interesses.

O ato de mudar nos tornar mais responsáveis (pensamos e sofremos muito antes de tomar a decisão), em cuidar de nós mesmos, de termos autodomínio, a importância de estabelecer limites, de acreditar e nos apoiarmos nas decisões. Somos mais “EU”.

Com a diminuição da pressão da dependência, passamos a querer vivenciar novas relações em outras bases, com mais qualidade. Quando chegamos nesse estágio e o relacionamento é rompido é porque acabou o interesse (aqui no sentido de troca) e deixou de ser alimentado. Quando o relacionamento é significativo ele permanece e é aprimorado.

Quando começamos a gostar de alguém usamos a cabeça e colocamos condições para gostar. Se esse alguém deixa de corresponder ao figurino que traçamos, o que fazemos? Simples, damos um jeito de parar de gostar da criatura.

Quantas vezes já ouvimos, ou já dissemos: “Como é que você pode gostar dele (a), sendo ele (a) assim?” Ou pior ainda: “Se fizer isso, não gosto mais de você!”

É nossa mente na realidade tentando racionalizar e esquecendo o coração. São boicotes, chantagens, pois o gostar e ou não gostar é atributo do coração, e não da mente. Tomar a decisão de ficar com alguém ou nos afastarmos dela é sim um processo racional, mental, mas o afeto, o carinho, o amor não depende das idéias.

Entre tantas outras coisas é por isso que as mudanças metem medo tanto para quem está mudando quanto para quem está a sua volta. Não aceitamos as diferenças queremos estar alinhados com a opinião dos outros, pois vemos essas diferenças como obstáculos e queremos a aprovação de todos a nossa volta: “Se eu fizer isso vai continuar gostando de mim?

Claro que todos que te amam vão continuar gostando de você e te apoiando. Você também vai continuar gostando de todos. Se os laços afetivos são fortes é bem provável  que os relacionamentos até melhorem, passado esse primeiro impacto.

O bom é conseguirmos ter um diálogo franco, livre, aberto, pois isso facilita. Mas deve ser para dizermos tudo àquilo que estamos sentindo e para que possamos ouvir a opiniões das pessoas em quem confiamos e não para insistirmos em convencê-los ou para tentar que assumam posições.

E não podemos cair na armadilha de nos sentirmos culpados por não correspondermos ao que esperam de nós (ou ao que nós mesmos esperamos de nós…).

Sim é uma sensação muito ruim, como se estivéssemos traindo. Como podemos nos sentir assim se essas expectativas são criadas pelos outros, segundo seus paradigmas, seus próprios motivos, interesses e na maioria das vezes não temos a mínima condição de fazer. E sofrer porque falhamos conosco é pura pretensão, pois se pudéssemos fazer melhor, não tenham dúvidas, teríamos feito.

Quem não conhece alguém que teve a coragem de ousar, ir além dos limites vivenciados pela sua comunidade e ao retornar cheia de entusiasmo, encantada com as descobertas, tenta compartilhar as novidades certa que todos terão prazer em segui-la e se surpreende, pois causa neles muito medo e outros tantos sentimentos negativos e acaba rejeitada e massacrada sem nenhuma compaixão. Conseguiu lembrar?

Se quisermos crescer, evoluir e ser feliz, não podemos viver com a idéia de que aqueles que ousam fazer o que querem, destacando-se dos demais (sendo “diferentes”) fatalmente será rejeitado, correndo ainda o risco de serem machucados, destruídos.

Devemos sim entender que o medo, a intransigência, o preconceito e o fanatismo de qualquer espécie são portas abertas a regressão, à estagnação, à deterioração e à felicidade. Devemos sim é estar aberto às novidades. O mundo cada vez mais muda rapidamente e se não nos adaptarmos as novas condições seremos extintos.

Temos que pensar bem a esse respeito, pois só nós mesmos criamos nosso destino sempre de acordo com nossas verdades. Devemos estar atentos a aquela vozinha interior que fica nos questionando: “Me sinto bem sendo eu mesmo?” “Como me comporto quando alguém se mostra diferente?” “Acredito realmente nisso ou naquilo?” “Estou realmente fazendo a coisa certa?” “Olha só onde amarrei meu burro, novamente não! etc.

Encontrar essas respostas a essas perguntas pode ser a diferença à nossa felicidade ou infelicidade.



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