Hora de Mudar

Geração nem nem

Geração nem nem

Geração nem nem

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Geração nem nem.

Li uma reportagem que mostrava os jovens brasileiros entre 15 anos e 29 anos (20,3%), os de 18 a 24 (24%) e a faixa de 25 a 29 (21,8%) anos segundo o IBGE nem estudavam nem trabalhavam em 2013.

Na prática do dia a dia eu já vinha constatando e comentando que hoje os jovens de 15 a 35 (são jovens ainda seja na idade cronológica como na idade mental) anos estão sem rumo e agora o IBGE vem me dar os dados reais que me faltavam.

Enquanto a média geral de jovens com filhos é de 35%, entre a geração “nem” esse número sobe para 57%.

O crescimento da população não economicamente ativa poderia ser explicado, por exemplo, por um prolongamento dos estudos (dos jovens). Como o mercado de trabalho vem exigindo mais qualificação, existe a possibilidade hoje, pela ampliação da oferta de vagas no ensino superior, do não trabalhar para permanecer estudando. Não deixa de ser uma boa desculpa para si e para a família.

geração nem nem 02Mesmo assim, entre as pessoas não economicamente ativas, 22,2% eram jovens de 16 anos a 24 anos. Quarenta por cento deles tampouco estavam estudando. Essa é uma questão preocupante para as políticas públicas, o momento essencial para saber se esses jovens estão estudando e se qualificando, porque eles serão à força de trabalho dos próximos anos.

Esses dados também podem estar explicando muitas das nossas inquietudes atuais.

  • Por que hoje estão tão difíceis os relacionamentos sejam amorosos ou profissionais?
  • Por que hoje está tão difícil de encontrar uma parceira (o)?
  • Por que hoje é tão difícil montar uma equipe de vencedores?
  • , etc., etc…

Temos hoje uma geração perdida, que não consegue se encontrar e parece que tudo começa lá na infância.

A melhoria das condições de vida fez os pais valorizarem demais os filhos desde pequenos tentando criar neles uma autoestima elevada (o que é bom se bem dosada), querendo dar aos filhos, na maioria das vezes, o que não tiveram a oportunidade de ter, e isso que poderia ser bom pelo excesso parece que está sendo péssimo.

Desde cedo os pais vão colocando na cabeça das crianças que são especiais, intocáveis.

Como cada vez mais se tem menos filhos (1 ou 2 filhos por casal, são a maioria), eles acabam se tornando objeto de grande ansiedade com o que vão ser com o que comem se estão indo bem na aula de ballet ou aprendendo mandarim (a China vai dominar o mundo e eles precisam estar preparados).

Os pais querem tudo para seus filhos e querem interferir em tudo, se preocupam com qual vai ser a orientação sexual aos 10, o intercambio que vai fazer aos 13 anos e que nível de espiritualidade vai ter aos 15.  Acabam induzindo e influenciando muito mais do que deveriam na escolha do que realmente são as características e habilidades de cada filho inibindo a iniciativa de cada um.

O mundo está cheio de pessoas mais bonitas, mais inteligentes, mais bem sucedidas, com mais amigos e namorados, mais ricas, mais magras, mais saudáveis do que a gente. Então manter a autoestima sempre elevada não é nada fácil num mundo que só tem… MAIS.

Essa excessiva proteção e encaminhamento estão fazendo com que essa geração não tenha aprendido a se relacionar aceitando as diferenças, as superioridades dos outros, e a tomada de decisões que nem sempre são da maneira que gostaríamos que fosse.

Por que estou falando isso? Porque os pais tem que parar com a cultura da autoestima, de que somos especiais, porque nem sempre isso é verdade. Podemos ser especial em algo ou para alguém, mas ninguém consegue ser especial em tudo e para todos.

Querer fazer do filho (a) um projeto de sucesso em tudo só demonstra na realidade o narcisismo dos pais, como se fosse mais uma medalha a pendurar no pescoço.

Essa cultura tem levado a educação nas escolas para o “brejo”, pois a escola ou os professores estão refém dela e não podem de jeito nenhum ferir a autoestima dos filhos.

Hoje alunos ruins não merecem ser reprovados, não podem ser repreendidos, não podem ser contrariados e assim nunca vão aprender com seus erros ou derrotas.

Entende-se que toda mãe queira proteger seus filhos, é uma das condições da própria natureza de preservação da espécie e em especial da mulher, mas colocar uma redoma em torno dos filhos em vez de protegê-los na realidade está fazendo que venha ser infeliz ao se deparar com a dura realidade da vida.

Uma constatação dessa forma de pensar feminino, de superproteção, pode ser vista nas filas dos nossos presídios. Domingo após domingo, as filas para as visitas só tem mulher. Tem a namorada toda perfumada que vai para o encontro intimo, tem a irmã que muitas vezes leva uma amiga, mas a grande maioria é de mães que continuam a ser recriminar (o que fiz de errado?) e a tentar proteger e ver se o filho está sendo bem tratado, mesmo que o “marmanjo” tenha 25/35 anos e cometeu um crime bárbaro.

Aqui não estou dizendo que a família deva abandonar os que por algum motivo erraram, todos tem o direito de se arrepender e ter uma nova chance, mas estou comentando a motivação que leva essas mães.

O absurdo que vi a respeito disso foi ter lido que num campeonato de futebol infantil resolveram que todos os participantes tinham que receber medalhas “para não ficarem frustrados”.

Pergunto: e a frustação dos campeões que foram os melhores e no final receberam a mesma consideração?

Se quisermos ser uma sociedade vencedora temos que repensar o que estamos fazendo com nossos jovens e percebermos que sim:

somos todos iguaisSOMOS TODOS IGUAIS SIM, PERANTE DEUS, MAS SOMOS TODOS DIFERENTES AQUI NA TERRA.

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