Hora de Mudar

HORA DE MUDAR, BRASIL

HORA DE MUDAR, BRASIL

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Nesse momento falar em HORA DE MUDAR parece algo obvio e repetitivo.

Mudar o que? TUDO.

 

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Que o gigante não estava mais adormecido já sabíamos, mas agora ele veio às ruas para dizer que como está não vai mais ficar.

A última vez que me emocione com os movimentos de rua foi em 22 de dezembro de 1992, quando o Collor foi deposto e teve seus direitos políticos suspensos. Os caras pintadas foram às ruas e tiraram um presidente acusado de corrupção, mas os políticos que vieram depois conseguiram ser pior.

Já passei por alguns dos movimentos dos últimos tempos e de todos o Brasil saiu maior. O atual momento está exigindo um movimento que nos leve a outro patamar de nação.

Todas as reinvindicações são justas, mas tudo se resolveria se não tivéssemos corrupção e um sistema politico maduro. A união de péssimos políticos + corrupção ameaça trazer de volta uma praga, a inflação.

Espero que os políticos entendam o recado das rua,  leiam sobre Revolução Francesa e entreguem os anéis para não perderem os dedos. Que entendam que o povo não quer a volta da inflação que corrói a estrutura social. Que parem de aprovar na calada da noite leis que os beneficiam, se aproveitando da situação através de acordos espúrios.

Que os corruptos e os corruptores fiquem atentos pois estão na mira das manifestações e são a causa da falta de hospitais, escolas, estradas, portos, transporte, educação, comida, etc. a preço justo e para todos.

Claro que o problema não é os R$ 0,20 centavos a mais nas tarifas da condução (até porque uma boa parte dos trabalhadores recebem o vale transporte e para esses não houve aumento), é muito mais. Foi a inflação que exigiu o reajuste, como também vem corroendo o poder aquisitivo e o salario começa a não chegar ao final do mês.

Até agora os governantes tiveram uma avaliação arrogante sobre a inflação, não dando a devida importância e os estragos que ela causa.

Vamos recordar um pouco da nossa recente historia e veremos que o Brasil vem amadurecendo quando o povo se cansa e vai as ruas. A diferença entre essas manifestações e as mais antigas é que a atual não foi  patrocinada por nenhum partido politico ou força econômica, foi individual e a convocação se deu através das redes sociais.

Para recordar vejamos alguns desses momentos da história;

1968 protesto contra ditadura e nossas artistas

 

 

Essa passeata foi em 1968 e vemos a frente artistas famosas puxando a manifestação, são elas (da esquerda para a direita) : Eva Tudor,Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell. Era a luta contra a ditadura que começou em 1964 e que tudo proibia.

 

 

 

abril 1984 diretas já folha de são Paulo

 

 

 

 

Mais de um milhão de pessoas no Vale do Anhangabaú – São Paulo em abril de 1984, manifestação pelas Diretas Já.

 

 

1990 estudantes midiamax

 

 

Em 1990 tivemos os caras pintadas que derrubaram um presidente: Fernando Collor.

 

 

 

 

Para terminar: m 13 de agosto de 2009, coloquei neste blog um texto, Só de Sacanagem,  de Elisa Lucinda, na voz de Ana Carolina que vale a pena recordar.

Só de Sacanagem

ana_carolina-dois_quarto1Ana_Carolina_DEMAIS_________    (vídeo assista)

Texto lido por Ana Carolina em seu show

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

 

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