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Amor ou Paixão?

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Mar de amor - Dali

Mar de amor – Dali

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Amor ou Paixão?

Paixão é algo altamente perecível.

Dilui como açúcar em água, evapora como álcool, não dá para colocar no freezer e nem salgar para conservar. Sendo algo perecível que tem data de validade assim que aberta a embalagem deve se viver a paixão de imediato e total.

Paixões são intensas e urgentes e se pensar demais ela azeda, acaba.

Como não podemos comprar paixões no supermercado 24 horas o jeito é viver logo que aparece.

O duro é que para manter as propriedades excitantes do início é preciso manter a embalagem lacrada. Assim que consumida a paixão se acaba, uma fatalidade, mas quem se importa?

Paixão é gostoso e vicia, mas cada paixão é única, diferente e por isso enjoamos nunca. E queremos sempre mais.

E quando uma paixão se torna amor?

Quando o que existe é só paixão, só vemos no outro um rosto bonito, um corpo bem feito, um andar atraente, um papo gostoso, não importando se depois de meia hora percebemos que ele é vazio no seu interior, se é descrente.

Já o verdadeiro amor não vê o rosto, não vê o corpo, mas vê o interior, sua autenticidade, sinceridade e integridade. Claro que existe atração, mas isso é apenas um detalhe.

Na paixão não se vê a alma, mas apenas o físico, se “apaixona” pelo andar, pelo sorriso, pela maneira de falar, sem conseguir enxergar o que realmente a pessoa é.

No amor verdadeiro enxergamos a alma do outro. Amamos pelo o que a pessoa realmente é pelo seu caráter, atitudes, opiniões, a maneira autêntica de serem, como trata você, seus pais, as crianças, os amigos, os animais.

Não é “amor” à primeira vista é “paixão” à primeira vista. A paixão começa muitas vezes logo no primeiro encontro e o verdadeiro amor surge com o tempo

O amor leva tempo para amadurecer. Pode começar com uma amizade, sem namoro, sem compromisso. O tempo passa e os dois descobrem que se amam e que não podem viver um sem o outro. O tempo ajuda a se conhecerem, saber das boas e más características que cada um possuí.

A paixão é como uma gangorra que sobe e desce. Um dia o interesse pode estar em alta e se viver momentos maravilhosos, mas no outro pode estar em baixa e ser um inferno. Na paixão, a relação é superficial, não tem firmeza, não há firmeza no interesse entre os apaixonados.

Já no verdadeiro amor os sentimentos são firmes e sinceros que aos poucos vão criando um clima de confiança, cumplicidade, segurança e raízes profundas.

Os apaixonados vivem sonhando, no mundo da fantasia e se tornam menos responsáveis e eficientes, não enxergam os defeitos do outro e só pensam “naquilo” e só acreditamos em alguém que mal conhecemos.

O verdadeiro amor não é egoísta, enxerga a pessoa amada como a pessoa mais importante de sua vida, mas o seu relacionamento com os familiares e amigos continua o mesmo.

Mas existe uma “prova de fogo” para saber se é amor ou paixão. . . a distância.

Com a distância, se havia só interesse físico era paixão e o relacionamento logo acabará.

No verdadeiro amor com a distância ele só aumentará.

Se quando longe a pessoa sente falta do outro, do seu cheiro, da sua voz, da sua conversa, da sua presença, da sua risada… então, realmente é amor.

Como diria Arnaldo Jabor: Amor é prosa, sexo (paixão) é poesia.

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